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Podem as nossas escolhas alimentares ajudar Portugal?

O impacto económico, causado pela covid-19 ainda não é sabido, no entanto adivinham-se momentos difíceis para o nosso país.

Os tempos em que vivemos vieram colocar à prova a nossa capacidade de resistência. Resistência imunitária, à solidão e a toda uma série de adversidades que nem sabíamos que existiam. Agora, aproxima-se de forma veloz mais uma outra forma de resistência que teremos de enfrentar, a resistência económica.

 

Resistência pode ser definida como “a capacidade de uma pessoa resistir a esforços físicos ou a contrariedades”.

Mais uma vez iremos ser forçados a criar uma estratégia, que nos permita repelir um ataque, defendendo-nos e levando-nos a reagir de forma sábia, hábil e rápida, ou seja, seremos convidados a ultrapassar um “obstáculo” difícil, que nos irá convidar a fazer um aproveitamento inteligente dos recursos que nos rodeiam. Necessitaremos então de consumir “inteligentemente”, recorrendo a estratégias que nos obriguem a repensar a nossa forma de consumo.

Consuma localmente

Devemos valorizar alimentos produzidos de forma integrada. Uma das estratégias pode ser o consumo local, isto porque, ao consumir localmente e de forma equilibrada, contribuímos de modo a que cada um de nós consiga ajudar a suprir as carências de cada região, tornando-nos assim, região a região, distrito a distrito, localidade a localidade cada vez mais fortes, reforçando a conexão entre cidadão e comerciante.

Além disso, ao consumirmos localmente, obtemos produtos mais frescos e diversificados, o que, devido à proximidade, reduz em muito a pegada ecológica resultante das curtas distâncias que os alimentos percorrem até chegarem às nossas mesas.

Esta é, portanto, outra questão que devemos levar em conta, e para tal devemos ter conhecimento de que as cadeias curtas de fornecimento de frutas e legumes são contribuidoras positivas para um futuro mais saudável, sustentável e justo no consumo de alimentos.

Agora mais do que nunca devemos consumir com consciência e com moderação, percebendo que o mundo é uma rede, da qual somos cativos, e que estamos ligados uns aos outros de forma invisível, o que faz com que nos influenciemos e dependamos uns dos outros.

 

Compre o que é nosso

Existem inúmeros projetos portugueses que promovem o consumo de produtos nacionais.

O “PROVE” é um programa português que capacita pequenos agricultores organizados em redes locais a comercializar diretamente para os consumidores cestas de frutas e legumes produzidos localmente. O programa visa fomentar as relações de proximidade entre quem produz e quem consome, estabelecendo assim circuitos curtos de comercialização.

A aquisição de um cabaz “PROVE” pode-lhe permitir uma experiência sensorial única das frutas e legumes de cada região, bem como descobrir as histórias e experiências de quem trabalha a terra.

Veja aqui os concelhos onde pode encontrar os núcleos do programa: prove.com.pt – núcleos

O programa “Portugal Sou Eu” foi lançado em Dezembro de 2012 pelo Governo e o principal objetivo é sensibilizar o público para a valorização da oferta nacional.

O programa valoriza, através do selo “Portugal Sou Eu”, a produção de produtos, serviços e artesanato de origem portuguesa e é representativo da qualidade da produção nacional tanto cá dentro como no exterior. É, portanto, uma marca que funciona também como identidade.

Os produtos e serviços que cumprem os requisitos de adesão ao Programa são identificados pelo consumidor através do único selo que certifica a incorporação nacional do produto com base em especificações técnicas elaboradas pelo Instituto Português da Qualidade.

 

Ao darmos preferência aos produtos portugueses contribuímos para o desenvolvimento económico do país.

 

Fonte: in portugalsoueu.pt

Outra estratégia do Governo, que apela ao consumo local e consequentemente à sustentabilidade ambiental é a lei 34/2019, que indica que a aquisição de produtos alimentares para consumo em cantinas e refeitórios públicos pondera “obrigatoriamente a sua qualidade, origem e impacto ambiental”.

É, portanto, de frisar que o consumo local e sazonal é menos poluidor, e como tal, deve ser uma opção de todos. Ao apoiarmos projetos como estes estamos a contribuir para melhorar a competitividade das empresas portuguesas, criar emprego e contribuir para uma economia mais sustentável.

Ao adotarmos determinados padrões de consumo não significa que estamos a aderir a modas, mas sim que estamos a aumentar o nosso nível de consciência alimentar e social.

Vamos priorizar o consumo do que é nacional, vamos ajudar a nossa economia.
Este é o país que partilhamos, não temos outro!

Sabia que →

Antes de comprar um produto deve-se certificar de que este é de produção nacional, pois pelo facto de estar à venda num supermercado não significa que tenha origem portuguesa.

Sugestão →

Vamos assumir uma nova atitude cultural de modo a contribuirmos para uma economia mais inteligente. Este ano faça férias em Portugal e consuma os produtos produzidos neste país. Com coesão social e participação cívica ativa estaremos a contribuir para a recuperação económica do país que partilhamos.

Tânia Fernandes

Tânia Fernandes